Jogar e Brincar no Consultório

Por Regiane da Silva, Psicóloga Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, CRP 06/27830.

Você já se perguntou por que os Psicólogos e Psicopedagogos utilizam jogos, brinquedos e brincadeiras no tratamento clínico infantil?

Ao recordarmos da infância, geralmente nos lembramos dos amigos, escola, família, programas e comerciais de TV, festas, músicas, jogos, brinquedos e brincadeiras que marcaram os nossos primeiros anos de vida. Na maioria das vezes, essas memórias nos causam sensações muito agradáveis.

É por meio deles (jogos, brinquedos e brincadeiras) que a criança explora o mundo usando os sentidos, movimentos corporais e funções cerebrais: ela observa, corre, senta, sobe, desce, toca, aperta, morde, cheira, bate, ouve, planeja, raciocina, memoriza, cria e recria situações. A criança pequena experimenta o tempo todo, por exemplo: ela atira brinquedos e outros objetos ao chão, observa o que acontece e, percebendo o som ou outro efeito que o impacto produz, ri e repete a ação exaustivamente.

Ao brincar e jogar a criança desenvolve o raciocínio, as funções motoras, a memória, a percepção de si e do mundo à sua volta, a atenção, a concentração, a criatividade, a estratégia, a socialização e aprende valores e regras. Assim, ela conhece, se adapta e desenvolve-se.

A criança ainda não consegue expressar seus sentimentos e pensamentos por meio de palavras, então ela usa a imaginação como instrumento inicial do pensamento, revivendo e enfrentando a realidade e projetando-a nos objetos inanimados ou nas cenas que recria nas brincadeiras.

Para cada fase existem tipos ideais de brinquedos, jogos e brincadeiras. Os melhores são aqueles que desafiam visando à evolução para a próxima etapa do desenvolvimento.

Portanto, para acessar o mundo infantil no consultório utilizamos materiais lúdicos com foco nas necessidades da criança paciente. A intervenção com jogos, brinquedos e brincadeiras, além de ser estimulante, trabalha diversas habilidades e ajuda no desenvolvimento emocional e social da criança.